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​Federação ATUCO compartilha dados alarmantes sobre a violência contra os povos de terreiro.

  • Foto do escritor: FEDERAÇÃO ATUCO
    FEDERAÇÃO ATUCO
  • 21 de jan.
  • 2 min de leitura

Um levantamento recente revela uma realidade brutal: desde 1996, pelo menos 45 lideranças religiosas de matriz africana foram mortas de forma violenta no Brasil. ​Esses números não são apenas estatísticas; são o retrato de uma perseguição que tenta silenciar nossa voz e nossa fé.

O Cenário de Intolerância e Ódio: O levantamento aponta que esses crimes não são fatos isolados, mas o ápice de um ciclo alimentado pelo racismo religioso.

 Babalorixás e Ialorixás estão sendo alvos de ataques que ferem não apenas indivíduos, mas comunidades inteiras.

Além da violência física contra as pessoas, nossos espaços sagrados continuam sendo alvos de invasões e depredações criminosas. O terreiro, historicamente, sempre foi um espaço de proteção coletiva um verdadeiro quilombo moderno. Atacar um terreiro é atacar a história, a cultura e o direito constitucional à liberdade religiosa. O rastro de destruição em terreiros invadidos evidencia o ódio que motiva o descaso com o sagrado alheio.


O Posicionamento da Federação ATUCO: Para nós, cada liderança perdida representa um golpe contra a diversidade cultural do Brasil.

Não podemos aceitar a naturalização desses assassinatos. Exigimos que as autoridades atuem com rigor, tratando esses casos com a seriedade que o racismo religioso demanda, sem mascarar as motivações reais por trás da violência.

União e resistência: As ruas tornam-se o palco do nosso clamor por justiça e pelo direito de existir. A Federação ATUCO conclama todos os seus federados e a sociedade civil a permanecerem vigilantes.

A luta contra o racismo religioso é uma luta por direitos humanos fundamentais. Que o axé de nossos antepassados nos guie na busca por um Brasil onde professar nossa fé não seja uma sentença de risco.

​Pela vida, pelo respeito e pela nossa fé. Axé!

Fonte: Baseado em informações publicadas originalmente no blog de Ancelmo Gois, O Globo (Janeiro/2026).

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